A Mosca na Sopa

sutilezas de um cotidiano incomum

Monday, November 30, 2009

Porra, cara, no Jornal Nacional?

Por essa eu não esperava. Precisei ir no site da Globo pra verificar se era ou não era, mas era... No meu tempo de escola era palavrão feio, desses que a gente não podia falar nem versões simplificadas... Tá certo que tem regiões do Brasil que já a utilizam como palavra comum, mas acho que é a primeira vez que vejo escrito e falado sem piiiii no horário nobre, ainda mais na cria de Roberto Marinho. Com essas e mais outras a gente até esquece do que estava sendo discutido. Parece que era o lance de sempre: grana pra fazer rir, dinheiro na meia, minha parte é 5%, vamos cassar o Arruda, coisa e tal...



Vai aí o link para o vídeo: cara, não dá, porra!

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Friday, October 30, 2009

Profeta Elias para presidente do Banco Central...



Decifra-me ou te devoro: o que o camarada quis dizer com isso?

Estava na rod. Pres. Dutra, saída de São Paulo, quase em Guarulhos.
Abril de 2009.

Taxas flutuantes? Venda de divisas? Acho que o novo postulado macroeconômico é: Real forte, dízimo forte. E assim caminha a cristandade.

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Thursday, March 06, 2008

Uma homenagem (não muito convencional) às mulheres...




Comemorando o Dia da Internacional da Mulher, nada melhor que uma homenagem singela e poética. O problema é o tempo que a gente leva pra entender o que o camarada quis dizer com a frase...

Foto tirada em um canteiro de obras da Av. Koeler, cidade de Petrópolis - Rio de Janeiro

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Tuesday, January 01, 2008

Escarradas de Sabedoria (07)

NÃO MEXAM. FÉ DO POVO.

Estamos aí às voltas com uma lei que proíbe os outdoors na cidade de São Paulo. O projeto prevê que a partir do início de 2007 a cidade estará limpa, com multas pesadas para quem desobedecer. Coisas de Kassab.

Não estou certo se foi essa a razão da revolta do povo do marketing neo-crente, só sei que a cidade está em pé de guerra...

A imagem abaixo é de um cartaz que está na Ligação Leste-Oeste, perto do Glicério. A foto é de 21 de outubro de 2006. Vozes do além clamam pela manutenção dos outdoors...
DEIXEM É POVO. MEUS OUTDOORS.

Nesse mesmo dia, passei pela Marginal Tietê, perto do Anhembi, e registrei os demais cartazes deste post. Impressionante a agressividade e a mistureba generalizada. FÉ DO POVO! NÃO MEXAM! O problema é que a gente já sabe que fé demais não cheira bem...

MEU NOME PAINÉIS ARRANCARAM
INCIRCUNCISOS MEU TEMPO JULGO TODOS

Mais alguns...
Imprensa seduz
Esquerda, direita, fica tonto

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Sunday, November 04, 2007

Sem meias palavras...



O camarada aí estava no centro de São Paulo, comecinho da Av. Prestes Maia, saída do Túnel do Anhangabaú.

Tuesday, September 11, 2007

Afinal de contas, São Miguel Arcanjo está pisando na cabeça de quem?

Viajar pelo Brasil é sempre muito bom. Além de conhecer aquilo que a gente vê nos guias de viagem, na TV e nos livros, aparece sempre alguma coisa nova e pitoresca, detalhes interessantes que vale a pena registrar. As cidades históricas de Minas Gerais são um exemplo dessa riqueza.

Ouro Preto tem igrejas e museus imperdíveis, e outros pontos menos conhecidos, talvez meio esquecidos até. A Igreja São Franciso de Paula é um desses pontos turísticos "secundários" de Ouro Preto. A Igreja fica ligeiramente afastada do centro histórico, mas nada que uma boa caminhada não resolva. A construção é simples, e está bem prejudicada pela péssima conservação -- mas isso é assunto pra outro dia.
O que me chamou a atenção nessa igreja foi uma imagem de São Miguel Arcanjo, localizada na lateral do templo.

Conforme os estudos religiosos cristãos, tanto no catolicismo quanto no protestantismo, houve, certa vez, uma batalha no céu, envolvendo anjos e demônios. (Naquele tempo não eram os pregadores ferozes que enfrentavam os demônios, eram os anjos mesmo...) Nessa batalha, destacou-se a figura de São Miguel Arcanjo. Segundo a lenda, São Miguel enfrentou diretamente o diabo, derrotando-o definitivamente. Por essa participação especial, alguns consideram que São Miguel personifique o próprio Cristo.

Com todo esse curriculum, é natural que os artistas tenham retratado São Miguel e sua participação na batalha contra Satanás. Em geral, o que se vê são os traços comuns às imagens religiosas: ora um personagem forte, ora um jovem delicado.
O diabo também é retratado da forma mais usual, às vezes com chifres na testa, e em alguns casos como dragão. Nada muito além disso.
A Wikipedia traz uma série de referências interessantes sobre a figura de São Miguel Arcanjo.


Mas o que surpreende o visitante que chega à Igreja São Francisco de Paula, em Ouro Preto? Pra quem gosta de encontrar mensagens subliminares em tudo que é coisa, nem vai precisar fazer muita força...

A construção da igreja foi iniciada em 1804 (auge do uso de mão-de-obra escrava na mineração do ouro), e só foi considerada concluída em 1878. Desde o final do século XVIII, muitos escravos já eram capazes de comprar suas cartas de alforria, em virtude das economias que conseguiam fazer ao longo da vida. Eram os primeiros movimentos na direção de uma consciência abolicionista. Ao longo do século XIX diversos passos foram dados no sentido de acabar com o absurdo da escravidão, culminando com a Lei Áurea. Infelizmente, as cartas de alforria e, posteriormente, a libertação, não eram suficientes para oferecer dignidade ao negro ex-escravo.

Certamente isso foi consequência da postura preconceituosa dos grupos dominantes da época, incluindo aí os financiadores de obras de construção das igrejas, que já se preocupavam em montar "estratégias convincentes" para segregar o negro, colocando-o à margem da sociedade. Nesse sentido, nada mais conveniente que oferecer aos fiéis um Lúcifer negro.



Num ambiente que deveria ser voltado à devoção, um golpe de preconceito e falta de humanidade. E assim caminhava a sociedade brasileira, um passo para frente, vários passos para trás.


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Monday, September 10, 2007

1981 - Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor - Em busca de palpabilidade


Lançado em 1981, o filme "Eu Te Amo" é um clássico do devaneio e do delírio existencialista. Duas horas de puro surrealismo na tela.

Paulo (interpretado por Paulo Cesar Pereio), é um empresário falido, que sai em busca de palpabilidade (é, isso mesmo, palpabilidade, coisas mais concretas...). Paulo curte uma dor de corno: foi abandonado pela mulher, Barbara (Vera Fischer), que o trocou por um "cardiologista cardíaco, portador de um coração transistorizado"...

As conversas entre Paulo e Barbara se dão através de um aparelho de televisão, em que ela aparece como vídeo-tape. Muito bizarro. Durante a tal busca por palpabilidade, Paulo envolve-se com Mônica (Sonia Braga), que se diz "profissional de putaria". Daí dá pra se ter uma idéia de como o filme evolui...

Mônica sempre usa vestido de baile (quando está com roupa, claro). "Com vestido de baile, você está sempre bem vestida: no mictório público, num hotel da Lapa, no Itamaraty". Mas o que isso tem a ver com o filme? Sei lá, talvez nem o Jabor saiba... A maioria das cenas não tem conexão nenhuma, é impressionante. Mas não dá pra negar que essas frases, por mais nada-a-ver que sejam, são dignas de registro.

No final, rola até uma participação especial de Regina Casé, bem ao estilo "Os Sete Gatinhos", com direito a uma pérola: "ele (Paulo) tá aqui há uma hora, e ainda não me comeu..." Grotesco.


O filme foi relançado em DVD no fim de 2006. Curioso que a produtora resolveu dar uma maneirada na capa, que ficou bem mais comportada que a original.


Acho que o melhor do filme são os diálogos: absolutamente surreais. Divagações sobre tudo, e sobre nada. De certa forma, parecem-se bastante com os comentários pirotécnicos do Jabor na TV...

No vídeo abaixo, os primeiros momentos do filme. Não há explicação plausível para essa cena, só vendo mesmo.

Do nada, surge Paulo (Pereio) trazendo uma notícia totalmente bizarra sobre um "mau cheiro insuportável que começou a exalar por debaixo da mesa do presidente da Câmara dos Deputados". Interessante que o clima de podridão parlamentar já vem de longa data. E o fim do "milagre brasileiro" então? Nesses tempos de "espetáculo do crescimento", nada mais animador...

Será que o Enéas se inspirou nesse trecho, quando resolveu discorrer sobre aqueles miasmas pútridos?

Outro ponto memorável desse começo de filme é a referência à presença de índios com mini-cassetes no enterro do deputado. Quem não se lembra do cacique Juruna, que ia conversar com os políticos com gravador a tira-colo? “Eu comprei gravador porque branco faz muita promessa. Depois esquece tudo”, dizia Juruna, falecido em 2002.

Pois então, com vocês: Paulo Cesar Pereio, em "Eu Te Amo", de Arnaldo Jabor:








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Jornalista Chico Pinheiro escorregando na tradução...

Traditional Jazz Band O programa Sarau, da Globo News, apresentou nesse último fim-de-semana uma bela entrevista com a Traditional Jazz Band.
A banda, que já está há 40 anos (isso mesmo!) na estrada, desenvolve um excelente repertório baseado no Jazz de New Orleans, também chamado de jazz tradicional, que rolou principalmente da década de 20 até a década de 50. O grupo já participou de diversos festivais, shows, palestras, e até filmes, incluindo o clássico Amor, Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri. Mas isso é assunto pra outro texto...

Voltando à vaca fria: quem roubou a cena mesmo foi o apresentador Chico Pinheiro. Era o momento de anunciar a música Edmundo, de J. Garland, com letra de Aloysio de Oliveira. O tema musical é inspirado no clássico do jazz, In the mood, the Glen Miller, porém com um toque super brasileiro: no arranjo, na grande sacada da letra, e, claro, no trocadilho de "Edmundo" com "In the mood"...

E não é que o Chico Pinheiro literalmente escorrega na lama e faz uma lambança daquelas com a tradução...? Momentos preciosos em que a gente devia ficar calado... O pior é que seria muito bizarro se realmente o sentido do título da música fosse "In the mud", non-sense total.
Mas vale a pena acompanhar a Traditional Jazz Band, mandando ver na fusão do jazz com o melhor do som tupiniquim!

Assista abaixo o trecho, digno de ser incluído nas apostilas dos YÁZIGIs e CEL-LEPs da vida...




"Edmundo é demais, eu tenho pena do rapaz..."

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Monday, August 13, 2007

Lei Seca - Outdoors pra lá de bizarros...

Esse está na Marginal Tietê, já quase no começo da Rod. Ayrton Senna. O mesmo camarada que criticava a imprensa, que reclamou que o prefeito Kassab tirou os cartazes da cidade, agora aplaude o governo federal pela lei que proíbe dirigir com álcool nas veias... É mole?



Só pra não perder o hábito, mais um cartazinho simpático: uma lição rápida da teologia pós-moderna do caos...



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Wednesday, August 08, 2007

Dessa água não beberei...

Cidade de Ouro Preto, MG. Feira de Artesanato.

Enquanto caminho por entre imagens de santos, lembrancinhas e badulaques de pedra-sabão, eis que me aparece esse indiozinho maroto. Para muitos, nada mais que um inocente anjinho de jardim...



Se sozinho já seria suspeito, com essa companheira, então, imagina a festa... Cicarelli que se cuide!

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